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Só para os/as fortes: prove a pilpel charif em Israel

Nas duas vezes mais recentes que visitei Israel, em 2013 e 2015, provei – e aprovei, mesmo com muita ardência na boca – uma pimenta muito, mas muito ardida mesmo! O nome que ouvi lá, em árabe, é “pilpel charif”, respectivamente, pimenta e ardida.

A primeira vez que comi a pilpel charif foi numa cidade drusa no norte de Israel, em 2013. Participei de um almoço típico desta etnia que também vive em outros países do Oriente Médio. Foi na própria casa de uma família de drusos israelenses, que recebe turistas para esta atividade gastronômica. Afinal, é mais uma receita que entra nas finanças familiares.

Prato com pilpel charif crua e fatiada (fotos Claudio Schapochnik/18viagens)

Por meio do guia de turismo, pedi pimenta e me trouxeram um pires com fatias da pilpel com azeite e uma erva aromática seca. Assim que pus na boca junto com algum item do maravilhoso e farto almoço, minha boca começou a arder. Ou seja, para um pimenteiro como eu, que gosta de pimenta ardida mesmo, nossa, foi delicioso.

Na mesma viagem de 2013, outra experiência com a pilpel charif me “derrubou”, ou seja, não consegui mais comê-la. Raras vezes isto aconteceu comigo.

Estava jantando num hotel na região da Galileia e vi a pimenta. Desta vez estava refogada com bastante alho (foto no início do texto). Hummm… Que combinação boa, pensei. Amo alho. Peguei uma ou duas pimentas e coloquei no meu prato. Assim que dei a primeira mordida, meu Deus, a sensação de ardência na boca foi muito maior do que no almoço druso. Desisti na hora, mas a ardência permaneceu na minha boca por um tempão ainda.

Caixa com pilpel charif, no mercado Machané Yehudá, em Jerusalém

Em 2015, voltei a comer a pilpel charif, desta vez sem problemas. A forma que mais gostei de comê-la foi dentro de uma shakshuka – prato de origem do norte da África e muito popular em Israel, feito com molho de tomate, temperos e ovos.

A pilpel charif no meu prato de shakshuka, no restaurante Shukshuka

Comi a shakshuka no Mercado Carmel, em Tel Aviv, num restaurante chamado Shukshuka – uma brincadeira com as palavras “Shuk”, mercado, em árabe, com o nome do prato. Estava maravilhoso!

Então, caso você seja pimenteiro como eu, vai se deliciar. Espero que tenha gostado de minha dica. Caso não seja, já aprendeu como se diz e viu como é a pimenta nas formas crua e assada. Passe longe.

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